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[HQ] Itō Noe - Anarquista e feminista japonesa - Folheto [PDF]
sexta-feira 16 de janeiro de 2026, por (CC by-nc-sa)
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Texto: MLT & Desenhos: OLT & Tradução: XVW
Em 21 de janeiro de 1895, Itō Noe nasce na ilha de Kyushu. Se forma aos 16 anos na Escola Feminina Ueno de Tóquio.
Obrigada a um casamento arranjado, ela foge de casa.
Seu professor de inglês, o poeta libertário e tradutor de Stirner, Jun Tsuji, a acolhe. Ele apoiará Itō Noe na continuação de seus estudos. Casados, eles terão dois flhos.
Em 1912, em Tóquio, ela frequenta os primeiros grupos feministas e colabora com a revista cultural Seitō (“Meia azul”).
Tradutora de A tragédia da emancipação feminina, de Emma Goldman, ela chama a atenção do anarquista Sakae Ōsugi, que conhece em setembro de 1914.
Itō Noe torna-se editora-chefe da Seitō em janeiro de 1915.
O jornal de Sakae Ōsugi Shimbun Heimin (“Jornal do Povo”) é proibido pela polícia. Itō Noe o defende em Seitō.
Os temas do aborto, maternidade e prostituição são abordados por Itō. Em fevereiro de 1916, ela encerra a publicação da Seitō, deixa Tsuji Jun para viver em união estável com Ōsugi Sakae. Já casado, ele também mantém um caso com a jornalista Ichiko Kamichika.
Ciumenta, Ichiko Kamichika esfaqueia Ōsugi na garganta. O caso causa um escândalo, e a esposa de Ōsugi se divorcia.
Ōsugi Sakae se recupera, o casal passa a viver juntos em uma casa, onde nasce seu primeiro flho em 1917.
A vigilância permanente da polícia obrigaos regularmente a mudar-se, tanto por razões fnanceiras como políticas.
Em 24 de abril de 1921, Itō Noe torna-se conselheira para a fundação da “Sociedade da Onda Vermelha”, a Sekirankai, a primeira associação socialista de mulheres japonesas.
Sekirankai desfla durante as reuniões políticas de 1º de maio de 1921. As militantes são presas. O artigo 5º da lei pública proíbe as mulheres de participarem de manifestações políticas.
Em outubro, elas participam da propaganda socialista voltada para exército. A organização é dissolvida pelo governo em dezembro, oito meses após sua criação.
Em 1 de setembro de 1923, o terremoto de Kanto, na ilha de Honshu, devasta Tóquio e Yokohama. São registrados 141.720 mortos. Apesar da declaração da Lei Marcial, o pânico e o caos causam a propagação de rumores absurdos. Na cidade, milícias populares matam residentes coreanos, chineses ou japoneses identifcados erroneamente como coreanos
As polícias militar (Kenpeitai) e civil (Tokkeitai) executam sumariamente militantes comunistas, socialistas e anarquistas por “ pensamentos perigosos”.
O “incidente de Amakasu” ocorre em 16 de setembro de 1923. Itō Noe, Ōsugi Sakae e seu sobrinho de seis anos são espancados até a morte e jogados em um poço pelo grupo Kenpeitai do tenente Amakasu.
Esses assassinatos contra anarquistas conhecidos e uma criança comovem e enfurecem os cidadãos japoneses.
Condenado a dez anos de prisão, Masahiko Amakasu cumprirá apenas três anos da sua pena.
Ver online : Centro de Cultura Libertária da Amazônia
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